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02 / 2018

Conferência debate a promoção da igualdade racial em Minas Gerais

Minas Gerais

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“Que Minas seja símbolo da luta contra o racismo”, conclamou o secretário de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania, Nilmário Miranda, durante a abertura da IV Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial, na noite de sexta-feira (29/09), em Caeté, Região Metropolitana de Belo Horizonte.

“Nosso estado é um ponto de resistência, na contramão do desmonte que está sendo feito nacionalmente. Aqui estamos construindo o programa Minas Sem Racismo”, afirmou Nilmário durante a cerimônia, que também contou com a participação da Secretária de Educação, Macaé Evaristo, ex-ministros da área, convidados e delegados eleitos nos 17 territórios de desenvolvimento mineiros.

A secretária Macaé Evaristo elencou os desafios que devem ser encarados ao longo dessa construção, destacando o racismo institucional. “É o que dificulta, por exemplo, tratar de história da África e das culturas africanas e afro-brasileiras nos currículos escolares. É algo que ainda enfrentamos no cotidiano de inúmeras instituições”.

Para a ex-ministra das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, Nilma Lino Gomes, é preciso compartilhar o compromisso com a edificação da democracia racial em nosso país. “Em um Estado Democrático de Direito a superação do racismo é uma responsabilidade de todos nós, e não somente de negros e negras”.

Já a subsecretária de Promoção da Igualdade Racial, Cleide Hilda, ressaltou que diante da conjuntura nacional, a conferência representa oportunidade de dialogar e reafirmar o desejo de mudança dos movimentos sociais. “A expectativa é que a delegação mineira saia deste encontro unida, com força e objetivos definidos para combater o racismo”, afirmou.

O evento

Crédito: Mídia Preta

Com o tema “O Brasil na Década do Afrodescendente: Minas Gerais Promovendo a Igualdade Racial - Por Nenhum Direito a Menos”, o evento reúne representantes das populações negras, de comunidade e povos tradicionais, como quilombolas e indígenas, de diversas etnias, como ciganos e judeus, além de várias expressões religiosas.

A programação continua ao longo deste sábado (30/09) e domingo (1/10), com debates e eleição de propostas sobre o desenvolvimento social, a situação das juventudes e das mulheres, questões de segurança pública e acesso à Justiça, migração e xenofobia, proteção da diversidade cultural, políticas públicas afirmativas, entre outros temas.

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