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08 / 2017

O deputado federal Valmir Prascidelli (PT) foi à tribuna da Câmara dos Deputados para denunciar o descaso da gestão Alckmin com a educação em São Paulo. Ele foi o primeiro deputado federal a usar a tribuna no nacional para tratar das ocupações.

Com as escolas e a própria Alesp ocupadas, o Governador de São Paulo se viu em uma escalada de protestos que parece questionar sua maioria esmagadora na Assembleia Legislativa do Estado.

Sem os votos para a abertura de uma ‘CPI da Merenda’, os deputados estaduais de oposição enfrentam o desafio de conquistar mais 7 votos em meio a aliados de longo prazo de Alckmin e que nunca votaram contra o governo. Caso isso não ocorra, a CPI não poderá ser instaurada.

O interesse dos deputados da base é impedir que a CPI seja realizada pois, entre outros fatores, fragilizaria a imagem do presidenciável Geraldo Alckmin.

O grande fato novo são as ocupações dos estudantes secundaristas que estão ‘viralizando’ na grande São Paulo, com fechamento de escolas em quase todas as cidades da região. A pressão política dos jovens parece ser a principal ameaça à imagem de bom gestor do governador tucano.

Caso a CPI seja instaurada, o governo espera que seja possível preenchê-la de aliados que possam ser mais amenos nos discursos.

Parte do governo Alckmin acusa deputados da oposição, principalmente do PT, de ajudar nas ocupações mantendo os jovens com remessas de alimentos e produtos de higiene pessoal.

Nossa reportagem apurou que os jovens na Alesp e em algumas escolas receberam doações de sindicatos, centrais sindicais, de professores e das comunidades ao redor (caso da ETEC Osasco). Confirmamos entre os deputados que enviaram mantimentos, Valmir Prascidelli (PT) e Carlos Gianazzi (PSOL).

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